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domingo, 28 de novembro de 2010

Palavras doces.

E eu tinha me prometido não me encantar em um outro sorriso, a não me iludir com palavras doces. Palavra de honra que eu tinha. Mas é um ciclo isso, não é? Você ama, você sofre, você supera, sorri e ama novamente. Tenho tentado me convencer que apenas achei seu sorriso bonito, nada mais. E tento realmente me convencer de que a simpatia existente em sua voz nada mais é que um hábito seu. Mas a mente voa alto, flutua. E aí, o meu eu lógico se perde e começo a criar cenários, personagens, uma história. E crio, em meios minutos vagados, momentos perfeitos. Peguei seus detalhes e fiz de você o ideal. Um erro, uma mentira, uma besteira. Criei minha própria ilusão, outra decepção. Talvez. O problema é que começo a desejar que ele repare no meu sorriso sem motivo, meio bobo, ou então no brilho existente em meus olhos. Imploro para que ele perceba que tudo isso é devido à ele, ao sorriso lindo, às palavras doces. Talvez isso mudasse tudo. Mas é um ciclo isso, não é? Você se encanta, sonha e espera que tudo seja diferente, dessa vez.

sábado, 30 de outubro de 2010

.. a caixinha.

O tempo hoje exala a nostalgia. Mas uma nostalgia daquelas pesadas. Um alguém muito injusto descobriu a caixinha de lembranças e abriu-a, soltando todas elas contra mim. E então cada acontecimento, cada sorriso, cada lágrima, cada palavra, cada toque e cada detalhe se rebatem contra mim agora, me deixando meramente melancólica. Um filme completo em preto e branco passa pela minha mente. A palavra saudade grita em meus pensamentos, passando rapidamente a pulsar em minhas veias, deixando um vazio obscuro dentro de mim. Me perco no passado e não sei onde o presente se encontra, e o futuro se torna algo medonho e indesejável. Me encontro abraçada a objetos, e isso dói. A unica solução é fechar a caixinha, de preferência, selá-la. Mas lágrimas jorram de meus olhos e o aperto na garganta me impede disso. Corrói por dentro. Mas a unica solução saudável continua sendo fechar a caixinha, e escondê-la bem lá no fundo, onde ninguém a descubra. Onde ninguém com o sorriso semelhante ao seu, faça com que ela se abra novamente.

sábado, 16 de outubro de 2010

e eu me esqueci..

Hoje aumentei o volume em uma banda de rock qualquer, e me concentrei ao máximo no som da guitarra - o mais familiar pra mim -, separando-o de todo o barulho. Foi a unica coisa que manteve meus pensamentos afastados de mim mesma, mesmo que por um momento. E com os olhos fechados e toda minha força de concentração, eu me esqueci de como é o mundo, de como são as pessoas. Me esqueci de toda a dor, do medo, das inseguranças. Me esqueci da sensação de perder o rumo em pleno amanhecer e do quão lindo é o por do sol. Me esqueci da beleza de um sorriso entre lágrimas e um sussurro. Esqueci do gosto amargo do café e do cheiro salgado do mar. E eu esqueci de você. Eu realmente esqueci.
Me bastou sentir a vibração de cada nota até o fim da música. E isso me fez bem, de certa forma. Pois assim que o barulho terminou, turbilhões de pensamentos invadiram minha mente, que segundos antes estava vazia, vagando no nada. Mas isso não me incomodou, não. Pois esqueci você, mesmo que por momentos, e descobri que talvez um dia, não seja necessário tanta agitação pra tirar você da minha cabeça.



domingo, 3 de outubro de 2010

.. ao desconhecido, com carinho.

Lembro do silêncio do teu olhar em meio a tanto tumulto. E como haveria eu, de esquecer? Sim, já que foram os teus olhos que me despertaram a atenção e que me desligaram daquela imensa multidão. Meu ponto de paz, foi assim que eu defini você naquele momento. E como se não bastasse eu te definir como meu, pensamentos se voltaram ao toque, às palavras, ao próximo passo ... E em frações de segundos você se tornou tudo aquilo que eu queria, porém impossível naquelas circunstâncias. E então fiz de seus olhos um retrato, e guardei com carinho em minhas lembranças, mesmo sem sequer saber seu nome.
Capture it, remember it.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

O ponto final .

Já tinha decidido não escrever mais sobre assuntos que envolvam você. E mesmo me magoando, você sempre está lá, nas minhas palavras, no meu pensamento. E eu queria pedir, por gentileza, pra você parar com isso. Uma lágrima rolou hoje, sabia? Quando vi que em meus olhos você não quis olhar. E outra lágrima rolou, por saber que isso já iria acontecer, e não ter me preparado para tal. Aliás, estou cansada de saber, até diria que sou capaz de dizer suas razões assim, de trás pra frente. E agora entendo sua mente, e sinceramente, preferiria não entender. Aliás, eu preferiria não ter olhado em seus olhos, não ter chegado tão perto de você. Mas eu já sabia que tudo isso iria acontecer, e é idiotice minha continuar me iludindo. Então buscarei novas inspirações. E coloco aqui, no meio de minhas palavras, aquelas em que você sempre estava, um ponto final em tudo isso .

No more tears. No more dreams. No more else.

sábado, 11 de setembro de 2010

Faz parte, não faz?

Aquele dia iria ficar para sempre na sua vida. Mesmo com toda aquela chuva, molhando seus cachos perfeitos. Ela estava sentada no banco de um parque. Chorando. Uma cena típica de um filme dramático, porém essa cena era realista. Mesmo chorando, ela estava feliz, consigo mesma. Aliás, porque não haveria de estar? Havia acabado de dar um fim a toda a dor que a atormentara até agora. Havia dito todas as palavras que ficaram por falar. Havia feito tudo que queria fazer antes, embora nunca tivesse tido coragem. Mas agora ela havia conseguido, e estava feliz por isso. Aliás, porque não haveria de estar? Afinal, havia acabado de dar um novo início à sua vida, um outro caminho a seguir, outro rumo com novos sonhos. Por mais difícil que fosse. Mas dessa vez seria diferente, pelo menos assim ela esperava. Apenas lamentava por aquelas malditas lágrimas que escorriam pelo seu rosto. Mas consolou-se com um "Faz Parte". E então se levantou, e seguiu em frente.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Coisas da Vida ...

Acho tudo isso uma droga! Sim, uma droga! Acontecimentos sem explicação acontecem a cada segundo, isso me deixa completamente frustrada. Sentimentos nos invadem do nada, sem permissão, como se fossemos algo muito vulnerável. Isso faz com que meu humor fique tão variável como os ponteiros de um relógio. Tudo seria tão mais fácil com um manual de instruções. Um tutorial também não seria má ideia. Se aprendêssemos a jogar com todas as nossas emoções, bastava seguir o jogo com as mesmas regras. Simples assim. Mas não, nós temos que lidar com nós mesmas, nos suportando. Eu acho isso completamente desnecessário. Temos as emoções da vida, isso basta, não precisamos de emoções extras. E eu odeio tudo isso, odeio emoções extras, odeio a TPM.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Mundos Opostos


"Tentei achar as palavras mais fortes e cruéis que eu conheço para te mostrar a dor e a raiva que você causou. Em vão, aliás, tudo foi em vão. Você não se importa com minha dor agora, como nunca se importou com nada. E eu sempre soube que tudo não passara de uma ilusão. Desde o primeiro olhar, eu encontrei as diferenças de nossos mundos opostos. Mas eu não quis saber, eu optei por ignorá-las. E ignorei. E você tentou. Mas elas nunca deixaram de existir. E um simples fato fez com que elas deixassem de ser ignoradas. Mundos opostos, não foi isso que eu disse? Mas eu sempre soube que tudo não passara de uma ilusão, só não esperava que suas diferenças marcassem tanto assim."